Copa do Mundo de 2014 em Natal: não acredito   

 

                      Projeto do Estádio das Dunas

 

Costumam dizer que, de cada dez textos que posto no Blog, onze são de conteúdo crítico (risos). O leitor que não me conhece pessoalmente, pode ser levado a acreditar que sou um pessimista por natureza, um inveterado mal-humorado. Não sou.

 

Sobre essa candidatura de Natal como sede da Copa do Mundo de 2014, não será dessa vez que me tornarei um adepto da filosofia positivista. Porque não acredito no conto da galinha dos ovos de ouro.

 

Nossa capital possui uma boa rede hoteleira, belezas naturais e uma infraestrutura razoável para as exigências da Fifa. O que não temos é um estádio de futebol à altura do evento. E aí está o grande nó.

 

O Governo do Estado não tem dinheiro para bancar R$ 300 milhões na construção do tal “Estádio das Dunas”. E quem acredita que a iniciativa privada, assombrada com uma crise que se agiganta a cada dia, se aventurará nessa empreitada?

 

O óbvio também povoa a cabeça de um investidor: passada a Copa, qual fonte de renda sustentará o megalomaníaco estádio? Os clássicos “monstruosos” de ABC x América?

 

Mas posso queimar a língua, né? Vai que a governadora incorpore o espírito da “Ponte de Todos”...

Dívidas de gestão passada não é desculpa para calote  

 

Vocês estão vendo por aí muito prefeito novo reclamando das dívidas deixadas pelo antecessor. Alguns, dizendo que não irão pagar contas “feitas pelos outros”. Que só honrarão compromissos passados se forem forçados pela Justiça.

 

Sob essa ótica irresponsável, as prefeituras somem como instituição. Em seu lugar, elegem as administrações de cada prefeito, como se o patrimônio e o dinheiro público pertencessem ao administrador da hora.

 

Concordo plenamente que dívidas em suspeição devem ser auditadas e, comprovada a existência de fraudes, entregues para Justiça resolver. Dívidas contraídas legalmente devem ser pagas, independentemente de quem as fez.

 

Fornecedores e prestadores de serviço não podem ser penalizados com calotes motivados pela picuinha política.

Socióloga na recepção  

 

Ainda sobre o processo de “pobretização” dos cargos públicos, soube que uma conhecida disputa uma vaga de recepcionista na Prefeitura de Caicó. Detalhe: ela é formada em sociologia pela UFRN. Um desperdício.

 
 

COMENTÁRIO DO LEITOR

Existem episódios na nossa cidade que só não são cômicos por ser trágicos.Mesmo assim, vamos considerar cômico. Parece até uma piada que corre na nossa história política, um determinado senador nomeou uma pessoa para professora, quando foi informado que a senhora era analfabeta, não perdeu tempo e determinou: “então aposente a mesma”. Nosso arco-íris ainda é preto e branco. Ei, estamos no século XXI!

Max Ribeiro de Faria

 
 

DIÁRIO DE VIAGEM

 

Nesta semana, viajo pela estrada que liga Caicó a Jucurutu. E no caminho me encontro com um bonito começo de chuva nas serras da região.  

 
 

FOTOCHARGE

A Fotocharge é uma imagem de ficção e fantasia criada a partir de montagem gráfica. Portanto, não corresponde à realidade dos fatos.

Mais um carnaval e mais uma vez o Ministério Público suspeita das licitações feitas pela Prefeitura de Caicó

 

 

 

Não é mais novidade. Já virou tradição a cada carnaval realizado pela Prefeitura de Caicó: rolo com o Ministério Público.

 

O promotor substituto do Patrimônio Público de Caicó, Vicente Elisio de Oliveira Neto (na foto), determinou a instauração de inquérito civil para apurar possíveis irregularidades na contratação de bandas musicais que animarão o carnaval na Ilha de Sant’Ana, em Caicó.

 

O Ministério Público recebeu denúncia de Juscelino Kubitscheck de Medeiros, diretor da empresa J. K. de Medeiros – ME, sediada em Caicó, contra a administração municipal. Segundo ele, não houve procedimento licitatório na escolha da empresa Montagem Produções e Eventos Ltda – ME, que fará as contratações das bandas.

 

O promotor encaminhou notificação ao prefeito de Caicó, Bibi Costa, para que este envie cópias do procedimento administrativo que escolheu a empresa Montagem.

 

 

Vicente Elisio concedeu um prazo de dez dias ao prefeito para receber as informações requeridas.

A “pobretização” dos cargos públicos

 

O episódio da nomeação de um locutor para um cargo na Agricultura me fez lembrar os milhares de jovens recém-formados e que migram anualmente do interior para a capital em busca de oportunidades.

 

Saem de cidades como Caicó, carentes de empregos, para centros maiores como Natal, João Pessoa, Mossoró e Campina Grande. E, quase sempre, não conseguem vagas à altura de sua profissão. É trivial encontrar, por exemplo, administrador trabalhando de atendente.

 

Os governos têm o dever de buscar soluções para o problema. Mas são eles os que dão o pior exemplo. Nas prefeituras do interior é raro o critério técnico prevalecer nas contratações. É premiado com um emprego quem trabalhou na campanha ou votou no prefeito eleito.

 

A Prefeitura de Caicó, que conheço melhor a estrutura, é uma tristeza. Do primeiro ao último escalão são comuns os casos de pessoas sem elo profissional algum com o cargo que ocupa.

 

Na atual administração, a coisa piorou. O processo de “pobretização” profissional alcançou patamares lastimáveis. Sensatamente, não irei aqui citar exemplos. Mas quem escuta o noticiário do rádio e ler os blogs sabe do que falo.

 

Enquanto isso, centenas de pessoas se agarram à esperança de um processo seletivo que vem sendo realizado pela Prefeitura de Caicó. Elas querem acreditar que o critério de escolha não será pautado pelo apadrinhamento político.

Um locutor para cuidar das pragas na lavoura

 

Sidney Silva noticia em seu blog que o locutor Jarles Cavalcante foi pego de surpresa pelo prefeito de Caicó, Bibi Costa.

 

Jarles, que também é suplente de vereador pelo PT, foi nomeado para um cargo na Secretaria de Agricultura de Caicó sem ser consultado. Ficou sabendo por acaso, quando passava pelos corredores da prefeitura.

 

Pior: disse a Sidney que não sabia qual a atuação de diretor do Departamento de Defesa Fitossanitária.

 

Aborrecido com Bibi, foi ao gabinete do prefeito e pediu exoneração do cargo.

 

O episódio de Jarles reforça a constatação de que entra prefeito e sai prefeito e a Prefeitura de Caicó continua servindo de cabide de emprego. E empregos, claro, dados aos correligionários.  

E vejam que os critérios técnicos são esquecidos. Em vez de um veterinário ou um agrônomo para o cargo, acharam por bem nomear um locutor para trabalhar no controle de pragas e doenças inerentes à agropecuária.

Sigilo de fonte

 

Sobre o texto postado abaixo, leitores pedem que eu nomeie o “boi” do correligionário traidor. Sinto informar que o sigilo de fonte me impede de revelar. E se tem algo que preservo, respeito e confio, são minhas fontes.

 

E àquele que fala de “enredos fictícios”, lamento seu desconhecimento sobre as regras do jornalismo investigativo. Uma delas, ensina que às vezes você não pode contar tudo. Se contar, perde algo valioso: um bom informante.

 

 

Assim sendo, fique com suas insinuações e não queira dar lição de algo que eu entendo e que você navega na ignorância.

A história de um traidor que se deu mal

 

Em toda campanha eleitoral é comum o uso da espionagem por parte das coligações. Fazem uso de tal expediente para descobrir os planos dos adversários. Em Caicó, há décadas que é prática corriqueira nas campanhas.

 

Uma das formas de bisbilhotar o que se passa do outro lado é plantar um espião na coligação inimiga. Geralmente, o serviço é feito por um cabo eleitoral de baixa patente, alguém que se submete ao trabalho sujo por uns trocados.

 

Todavia, de vez em quando o trabalho é delegado a um correligionário adversário de alta patente que, por dinheiro ou outras razões, se dispõe a trair o seu sistema político passando informações sigilosas.

 

Na campanha passada, para prefeito de Caicó, a coligação de Bibi Costa sofreu situação semelhante. Um correligionário do prefeito e que atuou nas eleições ficou sob suspeitas de repassar informações aos adversários.   

 

O comando da campanha de Bibi começou a estranhar o vazamento de informações internas. Desconfiado, reuniu algumas pessoas da coligação e passou informações diferentes à cada uma. A informação dada a determinada pessoa vazou.

 

Repetiram a estratégia e, novamente, vazou o conteúdo passado a tal correligionário.

 

Segundo a fonte que me fez esta revelação, o propósito do traidor seria o de assumir um cargo importante num eventual governo adversário.

 

 

Bibi Costa reeleito, limbo ao traiçoeiro.

Não linchemos o gato

 

Dá para entender a chateação do torcedor do Coríntians de Caicó com o desempenho medíocre do time no Campeonato Estadual de Futebol. Também torço para o Galo, mas prefiro a distância dos estádios e dos vexames.

 

Sou daqueles torcedores que os fanáticos chamam de covardes: só vou torcer no Estádio Marizão quando o Galo vai bem.

 

Mas não dá para entender a ira de alguns torcedores com os maus resultados do clube. Notadamente, daqueles que xingam os jogadores, comissão técnica e a diretoria como se eles perdessem os jogos por falta de vontade de vencer.

 

Será que não percebem que o motivo das derrotas não é outro, senão, a falta de dinheiro? Falta de dinheiro que não possibilitou a contratação de jogadores e técnico de melhor qualidade.

 

Enquanto o clube contar com orçamentos iguais ao deste ano, conformemo-nos com o velho ditado: “Quem não tem cão, caça com gato”. 

O calvário de quem precisa da Saúde de Caicó

 

Um calvário. Assim descreve quem precisa dos serviços da saúde pública de Caicó, por não possuir um plano de saúde ou condições financeiras para bancar um tratamento particular.

 

Que diga um marceneiro morador da zona oeste da cidade. Há cerca de dez dias, sofreu um acidente de motocicleta e fraturou um fêmur. Como em Caicó não operam um procedimento relativamente simples, foi encaminhado para Currais Novos.

 

Lá, aguarda chegar material para a cirurgia ser realizada. Enquanto espera pela boa vontade dos homens, vai se agarrando na esperança de Deus.

Prefeito de Florânia é ameaçado de morte

 

O prefeito de Florânia, Sinval Salomão (PTB), tem levado adiante a decisão de por um fim nas contratações que ele considera ilegais e que foram feitas pelo ex-prefeito Flávio José (PT).

 

E tem enfrentado o problema com coragem. Nos últimos dias, foi ameaçado de morte por um demitido, inconformado com exoneração. 

 

O prefeito não reagiu à agressão verbal e respondeu serenamente. “Não vou ouvir as provocações”, disse Salomão ao Blog.

1º BEC deve trabalhar em Alagoas

 

Estive visitando hoje (3) o radialista Robson Pires no horário do programa dele, na Rádio Rural AM. E acompanhei parte da entrevista que o novo comandante do 1º BEC, tenente-coronel Paulo Sérgio, concedia a Robson.

 

Dentre os vários assuntos relacionados, falou das obras que estão sendo tocadas pelo Batalhão. E disse que as obras da BR-101 devem estar concluídas em julho deste ano. Contou que depois devem atuar noutro trecho da rodovia, no estado de Alagoas.

 

Após a entrevista, num bate-papo informal, o militar comentou que estava gratamente surpreso com o Nordeste, já que não trabalhara antes na região. Revelou que o estereótipo do nordestino da seca habitava seu imaginário.

Promotor de Caicó é assaltado em Tibau

 

Há tempos que a estadia em casa de praia deixou de ser sinônimo de tranqüilidade. Quem procura um descanso na beira-mar sabe dos riscos dos constantes assaltos.

 

Este ano, nas praias da zona sul, a forte presença da polícia – na chamada “Operação Verão” – inibiu a ação dos marginais. Na praia de Búzios, onde minha família possui casas de veraneio, houve sossego.

 

Entretanto, o mesmo não acontece nas praias das bandas de Mossoró.

 

Na sexta-feira passada (30), converso por telefone com o promotor de justiça de Caicó, Vicente Elísio. Ele diz que estará veraneando naquele final de semana na casa de praia de um amigo, na praia das Manoelas, em Tibau.

 

Brinco com ele num tom de alerta: “Cuidado com os assaltos por aí”. Disse isso em face das constantes notícias de roubos naquele local.

 

Na madrugada do sábado (31), dois bandidos fizeram um arrastão na casa e levaram dinheiro e pertences pessoais das pessoas presentes.

 

Segundo li hoje (3), na imprensa de Mossoró, a polícia já conseguiu identificar os autores do assalto. Falta prendê-los.    

O que Santa Cruz tem diferente de Caicó? O prefeito?

 

O futuro diretor do Hospital Regional de Caicó, Jalmir Simões, foi elogiado pela governadora Wilma de Faria pelo trabalho que realizou à frente da Secretaria de Saúde do município de Santa Cruz.

 

Não conheço o sistema de saúde de Santa Cruz para opinar a respeito, mas há tempos ouço muita gente dizendo as mesmas palavras da governadora.

 

Contudo, quando foi secretário de saúde, em Caicó, a gestão não foi tranqüila. Deixou o cargo numa maré de críticas.

 

Aí fica a pergunta: por que Jalmir Simões rendeu em Santa Cruz e em Caicó não?

 

 
 

COMENTÁRIO DO LEITOR

O sucesso do carnaval de Caicó existe simplesmente por que o carnaval é uma festa popular, de rua, que depende exclusivamente da participação popular; se dependesse do poder público... estávamos em maus lençóis. Quer apostar como ainda vai aparecer gente comentando que o prefeito está certo por que o dinheiro público é para saúde, educação...bla, bla, bla! Babão é babão!


Gerson Barbosa 

Primeiro round entre Nildson e Bibi

 

Escrevi aqui outro dia que não demoraria muito para acontecer os primeiros choques entre o secretário de Saúde Nildson Dantas e o prefeito Bibi Costa. Já começaram.

 

Nesta semana que passou, Antônio Bezerra, o administrador geral da pasta e pessoa da mais alta confiança de Nildson, entrou em rota de colisão com a secretária adjunta Betânia Medeiros, ligada ao prefeito.

 

Os dois teriam brigado por espaço e poder na Secretaria.

 

O saldo do confronto: o administrador chegou a pedir exoneração do cargo extra-oficialmente. Contudo, Nildson o convenceu a ficar.

 

Anotem: é apenas o primeiro round de uma luta que pode se alongar até 2012.

Ah... a comissão é apenas pra fiscalizar

 

Recebo o comentário abaixo sobre a crítica que fiz pela nomeação tardia de uma comissão organizadora do carnaval de Caicó. Assinam o comentário (em azul) como se fosse a própria comissão:

 

Jornalista Josenildo Carlos, há meses que a Prefeitura de Caicó vem trabalhando na organização do carnaval da Ilha em Caicó. As bandas já foram contratadas a estrutura está sendo montadas entre outras providencias. A comissão só foi oficializada agora, mas o trabalho já vinha existindo antes. Essa comissão tem papel mais fiscalizador.


Comissão Carnaval

 

Comento: seja autêntica ou não a assinatura, de todo modo responderei fazendo perguntas.

 

Quer dizer então que a função da tal comissão é a de fiscalizar? Então, pra quê a nomenclatura de comissão organizadora?

 

Se for verdade que a Prefeitura de Caicó vem trabalhando há meses na organização do carnaval, por que não nomeou antes as pessoas responsáveis por este trabalho?

 

 

Ou será que entre esses “organizadores” existem pessoas que não fazem parte da Prefeitura, mas que têm “profundo” interesse no carnaval de Caicó?

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