O outro lado da história
O novo prefeito de Florânia, Sinval Salomão (PTB), vem sendo demonizado nos últimos dias pela decisão de anular contratações realizadas pelo ex-prefeito Flávio José (PT).
Demissão é uma palavra desgastante, seja na iniciativa privada ou no setor público. Neste último, um assunto caro para qualquer governante. Quem aprecia pessoas perdendo o emprego? Ninguém.
"O episódio de Florânia é bem diferente do que vem sendo contado. Narrado, diga-se de passagem, pelas mãos da administração anterior, que tem espalhado releases para a imprensa contando a versão dela", comentou o prefeito em contato com o Blog.
Salomão mostrou farta documentação mostrando irregularidades nas contratações. E o Blog mostrará nas próximas horas.
Só publico o que é meu e dos leitores
Um colega, assessor de imprensa de um prefeito, reclama porque não noticio no Blog os press releases que costuma envia ao meu e-mail. Respondo que o perfil deste Blog há tempos prioriza o opinativo. São raras as notícias factuais. Portanto, não faz sentido postar coisas do tipo aqui.
Não condeno quem publica releases de caráter informativo. Todavia, alguns textos que são enviados possuem conotação política e, pasmem, com conteúdo opinativo. E, absurdo dos absurdos, alguns blogs estão postando matérias políticas enviadas por assessores como se fossem deles próprios.
A idéia original do blog é de ser um meio de comunicação pessoal, que expressa a opinião do seu dono. Assim sendo, aqui só publico o que é pensamento meu. Claro, dos meus leitores também, através dos comentários que costumo destacar.
Pesquisa eleitoral: a balela de que elas influenciam eleitores
Converso com uma pessoa que trabalhou na campanha de Roberto Germano (PCdoB). Ela revela os resultados de três pesquisas artesanais produzidas por equipes que trabalhavam para o ex-prefeito. Duas delas apontavam maioria de 5% para Bibi Costa e outra de 8%.
Quem trabalhou com pesquisa eleitoral na campanha passada em Caicó sabe que a realidade foi esta: na reta final do pleito, Bibi estava à frente de Germano com vantagem bem superior ao resultado oficial.
A exemplo de outras cidades, em Caicó existia muita intenção de voto camuflada. Ou seja, um eleitor respondia a uma entrevista dizendo que votava em Bibi, quando na verdade era simpatizante de Germano. O motivo? O que todos vocês suspeitam.
Quem está no governo proporciona maiores "benefícios" aos eleitores pela razão óbvia de possuir a máquina nas mãos. Esse fenômeno não aconteceu somente em Caicó. Com raras exceções, os prefeitos candidatos à reeleição sempre ficaram com votação abaixo do que previam as pesquisas.
Daí que não acreditem naquela balela de que pesquisa influencia seriamente o voto do eleitor. Se influenciasse, por que a imensa maioria dos candidatos que estava à frente nas pesquisas terminou com votação inferior ao resultado oficial? Deveria ser o contrário, né? Vendo na pesquisa que candidato tal vencerá, parte do eleitorado correria para votar nele.
Você, leitor, mudaria seu voto por causa dos números de uma pesquisa? Claro que não. É tarefa difícil encontrar alguém que afirme mudar o voto assim. "Arh! Mas o povão se deixa influenciar", talvez você diga agora. Entretanto, isso é um pensamento errôneo. Parte das pessoas humildes muda de intenção sim, mas por outro motivo que todos nós sabemos: venda do voto.
Também é errado achar que somente o povão se vende. A partir do momento que você vota em determinado candidato, avistando algum benefício - presente ou futuro, se iguala a quem trocou o voto por um saco de cimento ou uma armação de óculos.
Em Caicó, as pesquisas foram um bode expiatório bem conveniente para explicar uma derrota. Portanto, preste a atenção quando um político reclama de uma pesquisa. Porque trabalho sério é aquele em que ele está à frente.
COMENTÁRIO DO LEITOR
Na época da campanha política, mesmo sem frequentar comícios mas vendo a passagem de algumas carreatas nas ruas e vendo Gilberto ao lado de Bibi em cima de um carro (papamóvel), passava um filme na minha cabeça, da época em que conheci Gilberto na Universidade 1989, Lula candidato a presidente pela primeira vez, os discursos que ouvi de Gilberto na época esquerdista, divergia de todo idealismo do sistema político conservador que sempre dominou Caicó. Hoje, vice-prefeito deles, mas... as plantas também trocam de roupa a cada outono. Quem sabe a satisfação dele!
Fátima Santos
Comento: Fátima, em 1989 eu também estava nos comícios e carreatas torcendo por Lula. E Gilberto também estava lá. Eu era um garoto entrando na maioridade e acreditava nessa utopia que é o socialismo. E creio que ele também amadureceu.
Não acredito nessa história de discurso conservador ou de esquerda. Boto fé em político sério e competente, independentemente de ideologia. Contudo, é clarividente as diferenças entre Gilberto e Bibi Costa.
A dura realidade de ser vice de Bibi Costa
O vice-prefeito de Caicó, Gilberto Costa (PT), vai voltar às funções do INSS, de onde é servidor. Já provou na prática da decepção sofrida pelo ex-prefeito Junior Germano (PDT): para o prefeito Bibi Costa (PR), o cargo é apenas decorativo. Uma pena. O "Velhinho" com sua capacidade e HONESTIDADE teria muito a contribuir com a atual administração.
Muita pretensão
Sobre a nova marca do carnaval de Caicó, destaque para o pretensioso "o terceiro maior do Nordeste". Decerto que aumentativo é um dos princípios do marketing. Mas quando extrapola o bom senso, cai no ridículo. Bairrismo à parte, a cidade ainda nem consolidou o primeiro lugar no Rio Grande do Norte. E vai ser difícil chegar lá com o amadorismo estatal.
Para moralizar
Genilson Maia (PSB), prefeito de São Fernando, me disse hoje (13) que está implementando algumas ações moralizadoras no município. Numa delas, proibiu a venda das casas populares distribuídas pelo Governo do Estado em parceria com a Prefeitura.
Choque
Anotem: não vai demorar muito para Nildson Dantas e o prefeito Bibi Costa (PR) entrarem em rota de colisão. Bibi não vai aceitar algumas ações que Nildson planeja para a Secretaria de Saúde.
COMENTÁRIO DO LEITOR
Passei 12 anos dizendo a mesma coisa em Caicó. Os PMs da P2 são heróis: trabalham por idealismo e com pouco reconhecimento. Inclusive alguns foram "perseguidos" por lideranças políticas e policiais, que se irritavam com o resultado do trabalho dos poucos interessados. Se eles tiverem o apoio da imprensa caicoense, com certeza os resultados serão ainda melhores.
Henrique Baltazar - Juiz criminal
DIÁRIO DE VIAGEM
O verde luta contra o cinza no seridó
Passei recentemente pela BR-226, naquelas serras do município de Florânia, e pude constatar que o cinza da seca ainda toma conta da paisagem, que é muito bela em tempos de chuva. Contudo, um verdinho brotou das poucas águas que caíram por lá nos últimos dias.
Má vontade para combater a criminalidade
Leio nos blogs policiais a notícia da prisão de mais três bandidos envolvidos em assaltos na região Seridó. A captura aconteceu graças ao empenho do Setor de Inteligência do 6º Batalhão de Polícia Militar de Caicó.
Neste momento é necessário fazer uma ilação com os problemas de segurança pública que passam alguns municípios seridoenses, notadamente Jardim de Piranhas.
A atuação da P2 - como é identificada a seção de inteligência da PM - mostra que o principal problema da insegurança não é a falta de viaturas e armamentos. Muito menos de efetivo policial.
Os problemas principais em nossa polícia são dois. Primeiro, inexiste o trabalho de inteligência nas cidades menores e na Polícia Civil, que deveria ser a responsável pelas investigações. Segundo, nos meios policiais há uma má vontade enorme para trabalhar.
Problemas que não acontecem na P2 do 6º BPM. Seus membros não se escondem na desculpa da "falta de estrutura" e do "baixo salário" para cruzarem os braços.
A diferença da Caern para a Cosern e a Oi
Aluguei um imóvel em Natal que estava fechado. Com água, energia e telefone desligados. Fechado o contrato, fui à Caern e Cosern para religarem os serviços. Liguei para a operadora Oi e pedi uma linha telefônica com serviço de internet.
No prazo de 24 horas um técnico da Oi foi ao imóvel e instalou a linha. Poucas horas depois já havia internet disponível.
A Cosern foi rapidíssima no atendimento. Em cerca de cinco horas após o pedido para religar a energia os técnicos da empresa já estavam nos atendendo.
Já com a "viúva" Caern a história foi diferente. Passaram-se 48 horas e nada da água ser religada, ainda que estivéssemos ligando constantemente para o escritório da empresa cobrando pelo serviço.
Foi necessário irmos pessoalmente duas vezes ao escritório da Caern, em Pirangi. E fazermos dramas do tipo "estamos com crianças em casa" para que o abastecimento fosse normalizado.
O problema da Caern não é outro: ela é estatal. A Cosern e a Oi há tempos foram privatizadas. Por isso prestam um serviço melhor.
E ainda tem gente que execra a privatização da Cosern por achar que ela era um patrimônio do povo norte-rio-grandense e blá-blá-blá. Quem diabos sente falta das constantes quedas de energia e de outras mazelas dos tempos que ela era estatal? E desde quando o povo usufruía de alguma coisa dela?
Duvidar da utilização do dinheiro arrecadado com a venda da Cosern é aceitável. Mas não se conformar apenas pelo fato de ela ter sido privatizada é discurso de dinossauro esquerdista.
Vou mais longe: se ela fosse dada de graça já teria sido um bom negócio para o Rio Grande do Norte. Quando estatal, o Governo do Estado era obrigado a injetar anualmente uma fortuna em investimentos na empresa.
Insatisfeito? Mude, mas não desabone a imagem dos outros
Leitores enviaram comentários sobre a participação de membros da imprensa de Caicó em cargos de confiança na Prefeitura e Câmara de Vereadores. Alguns desses comentários, devidamente identificados como leitores históricos deste Blog.
Contudo, rejeitei todos, apesar das reclamações. Porque todos - totalmente ou parcialmente - desabonavam a imagem dos colegas de profissão. Injustamente, note-se.
Eu sei que é complicado para um radialista ou jornalista conciliar uma assessoria de comunicação com a atividade de noticiar. Mas é possível passar além desse impedimento trabalhando de forma honesta.
Quando prestei assessoria indireta para a Prefeitura de Caicó, consegui isso. Ainda que tivesse sofrido pressão para aderir ao servilismo político/partidário.
Blogueiros e radialistas não obrigam ninguém a lê-los ou a ouvi-los. Portanto, mudar de canal ou deixar de acessar um blog é a maneira mais simples àqueles leitores e ouvintes queixosos.